quinta-feira, 30 de janeiro de 2025

Eu, eu mesma, e meus rapazes.


Voltei a escrever para aliviar pensamentos ruins, e manter na mente o que me faz bem. Ao longo das últimas semanas percebi que está fluindo. 

Aos poucos, a mente se liberta. 

Aos poucos, volto a falar comigo por muito tempo, e só comigo, como acontecia antes.

Um dia de cada vez, certo? Tem funcionado.

A gente descobre que não é ruim ficar sozinha por um período, que os ciclos acontecem (independente de não querermos isso), que as pessoas surgem e se vão da nossa vida, e que a gente cai e se ergue novamente para continuar caminhando. E vale a pena. 

Focar no tempo presente foi uma das lições mais importantes que aprendi nos últimos anos. Estar presente, ouvir quem está falando com você pessoalmente, sem cair no erro de deixar a mente divagar, perdida. Dar atenção ao agora, às coisas que estão ao seu redor, observar, olhar, sentir, tocar. Parece algo tão óbvio, mas para mim é um exercício complicadíssimo. Minha mente dispersa. Talvez por precisar fazer isso durante as horas de atendimento (ou faço isso, ou surto com o falatório sem parar das pessoas). Mas não tem um botão de ligar e desligar para ativar essa defesa ao chegar ou sair do trabalho, então preciso exercitar o contrário quando não estou lá. 

Estou feliz por estar novamente aqui, no meu espaço, com minha mente se abrindo para o mundo (mesmo que ninguém veja isso). Para mim, está sendo uma conversa entre eu, e eu mesma. E quando entro em conflito com o que escrevi, apago. E o desabafar, deixar sair, passar os dias, ler e ver que passou, sentindo que não é mais necessário, é muito bom. Sinto-me livre. 

Isso tem me ajudado a me reencontrar, e a estar mais presente na vida dos meus rapazes (o maridón e o meu pequeno grande rapaz). Dar atenção total a eles me satisfaz, e sentir que tenho a atenção deles também. Precisava tanto fazer isso, e não tinha percebido o quanto estava negligenciando esse aspecto da minha vida.

Não gosto de socializar, estar entre muitas pessoas, ou estar com pessoas (além dos meus) com frequência. Consigo fazer isso sem tanto sofrimento, desde que tenha um intervalo entre esses dias. Preciso dos meus dias em casa, só a gente, com minha segurança e meu conforto. Mas me apego demais aos poucos amigos que tenho, e preciso me vigiar para não criar uma dependência doentia dessas relações. As pessoas tem o tempo delas, e nem sempre é o mesmo tempo que o nosso. E o oposto também acontece, preciso me vigiar para dar atenção às pessoas que demandam isso de mim. E é o que estou tentando fazer. Me permitir estar comigo, falar comigo, refletir sobre o que está na minha mente, e ser alguém presente para quem deseja minha companhia, apenas para esses. ^^

Livros lidos 2025 - 02 | A pequena ilha da Escócia

 

Autora: Jenny Colgan

Editora: Arqueiro

Lançamento: 20/04/2022 

Título original: The Summer Seaside Kitchen 

Tradução: Dandara Morena 

Número de Páginas: 336



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Flora MacKenzie é a nossa personagem principal nesse romance tão gostosinho de ler. Ela mora em Londres, num escritório de advocacia, e precisa voltar para a ilha de Mure - uma ilha pequena na Escócia, onde ela nasceu e cresceu.

Ela demonstra muita resistência em aceitar esse trabalho, e a gente descobre o motivo ao longo da história. As pessoas na ilha tem um senso de proteção com os seus, principalmente considerando que a maioria dos jovens pensa em mudar para a cidade grande para ter oportunidades melhores. E com a Flora isso ficou ainda mais acentuado, pelo drama que foi com a morte da mãe dela. 

Além de conhecermos o drama da Flora com sua família e os demais moradores da ilha, acompanhamos o envolvimento dela com seu chefe, que parecia tão arrogante e rígido, e com um rapaz que está trabalhando na ilha. Temos algumas surpresas com essas relações, e foi suficiente para distrair a mente durante a leitura. 

Também conhecemos um pouco da cultura da região, e a experiência ficou melhor com um passeio pela ilha usando o street view. Não sei se teria gostado assim se não mesclasse a experiência da leitura com o passeio pela ilha. É uma leitura válida, agradável e leve, apesar de não ser a melhor história que encontrei nos livros do selo.


segunda-feira, 27 de janeiro de 2025

Sobre se encontrar, se aceitar e permanecer onde nos cabe

 


Amo ouvir música. Metallica, Iron Maiden, Avantasia, Slipknot, a trilha sonora de Arcane. Assim como amo ouvir Daemonia Nymphe, Trobar de Morte, Artesia, Elane e Loreena Mckennitt. E amo compartilhar essas músicas, mas como encontrar pessoas que também gostam e sentem essa paixão por ouvir? Não conheço muitas pessoas assim. 

Amo animes. Kimetsu no Yaiba (Demon Slayer), Orange, My Little Monster, Dan Da Dan, xxxHolic, Kimi wa Houkago Insomnia e o último que estamos acompanhando (e já estou amando) Natsume Yuujinchou.

Amo conversar. Compartilhar registros dos meus dias e acompanhar os registros de quem abre espaço para isso. Compartilhar os melhores momentos, os sorrisos e as angústias dos meus dias, e ouvir os desabafos de quem tem interesse em compartilhar isso comigo. Trocar reflexões, aprendizados, conquistas, frustrações, sem sentir que estou sendo chata com cada palavra que pronuncio. 

Mas deveria ser mais fácil encontrar pessoas com quem nossa alma se identifica. É tão difícil achar isso. Fica sempre a sensação de que as pessoas não querem saber de nada disso.

Sou abençoada por ter encontrado um parceiro pra vida que me abraça. Sou abençoada por ter pouquíssimos amigos que estão nesse espaço. Só preciso aprender a lidar com meus momentos de silêncio, quando não há ninguém com quem compartilhar (como acontece durante as madrugadas - essas são longas e silenciosas demais na maioria dos dias).

O problema é quando a gente tenta se forçar num espaço que não nos cabe. Lidar com a frustração quando percebemos isso, é difícil. Aceitar que precisamos nos retirar e não sentir dor com isso. O 'sentir' é o que mais me incomoda, ainda não aprendi como não sentir. Mas há espaços que nos acolhem, e é nesses que a gente precisa permanecer. ^^

Durante a vida inteira passaremos por momentos assim, e não precisa ser sempre um processo tão incômodo. Temos saúde? É suficiente para seguir em frente, cuidando do nosso espaço, de quem cuida de nós, recebendo esse carinho, cicatrizando o que machuca. Gosto das coisas que gosto, me entrego às minhas amizades, estou presente sempre que precisam de mim, mesmo sabendo que dificilmente será algo recíproco. Não estou sozinha, e isso já me deixa feliz. É o que me faz querer ser alguém melhor. É o que me faz enxergar que há 'melhores momentos' todos os dias. É o que me faz sorrir e sentir paz. É o que me tira dos momentos de angústia (mesmo que as minhas pessoas amadas nem sempre saibam que esses momentos existiram). 

Se você se sente assim, e quer compartilhar coisas, me chama. Vou amar ter você no meu espaço, e conhecer o seu.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2025

Melhores da semana 4 | 19 a 25/01/2025

Chegando ao fim de mais uma semana, e essa foi difícil. Noites sem dormir, ansiedade me consumindo, desapegando e recomeçando. Que a próxima semana seja de paz e persistência, que eu consiga manter o que me faz bem. 
Mas vivemos coisas boas, e quero compartilhar essas aqui. Estou amando lembrar dos melhores momentos de cada semana, o que vivemos em cada dia.
 
19/01/2025 - Fazendo o Bullet Journal de Fevereiro | Eric e Héverton passeando pela manhã indo ao supermercado (ganhei uma flor que encontraram no caminho)

20/01/2025 - Volta às aulas | Fisioterapia | Vimos nosso novo mascote no jardim de inverno (o sapão)

21/01/2025 - (não melhores, sono ruim, perdi o sono 01h30 e isso afetou meu humor) | Mudamos o Eric de turma no Muay Thai, e os dias de fisioterapia

22/01/2025 - Limpando a memória do smartphone 

23/01/2025 - (sem melhores hoje) Noite sem dormir | Ansiedade atacada e incomodando demais | Dia difícil.

24/01/2025 -  Almoço no INSS | Muito carinho em casa | Muay Thai com a Samara e a Manu (Eric está amando, e melhorou ainda mais na execução) | Avancei na leitura de Quarta Asa (está bom demais!!!)

25/01/2025 - Eric na casa do Matheus | 






Desabafar sobre coisas ruins ou falar de coisas boas?

 


Acredito demais na capacidade de nossa mente se reinventar a partir de nossas escolhas e ações. Sei que não faz bem segurar todos os pensamentos e sentimentos negativos que temos, que em algum momento precisamos colocar isso pra fora, mas alimentar isso não é algo saudável. 

Sei o quanto é difícil quebrar o ciclo. Estar numa crise de ansiedade, ou de qualquer outra situação difícil ou crise psicológica, e sair dessa situação, conseguir pensar em coisas que trazem paz, que nos deixam leve, é algo complicadíssimo. Mas é um esforço válido. Nosso corpo sofre com o que acontece na nossa mente. E isso se torna um ciclo destrutivo. 

Tenho muita dificuldade em colocar para fora os pensamentos que me incomodam, ou conversar sobre as situações que me deixam mal. E não gosto de falar sobre problemas. Essa semana está mais difícil, a ansiedade atacada, noites com dificuldade pra dormir, respiração ruim, o coração disparando, o olho tremendo. Mas, aos poucos, a mente consegue se libertar disso e voltar a enxergar as coisas boas. 

Um sorriso de cada vez, um pouco mais de esforço para não cair novamente, e a gente vai se reerguendo. 

É dia de se permitir assistir algo leve, ler o que gosta, conversar bastante com quem nos ama e absorver as melhores energias.

Que seja um final de semana abençoado e maravilhoso. 



domingo, 19 de janeiro de 2025

Melhores da semana 3 | 12/01/2025 a 18/01/2025

 


12/01/2025 - Brownie | Leitura de A pequena ilha da Escócia | Limpeza do jardim de inverno | Filme Léo 

13/01/2025 - Estréia do BBB25 | Sala da gestão do INSS organizada | Trio com meu sogro e minha sogra (e ele roubando escondendo carta) 


14/01/2025 - Matheus em casa | Jogo da mesada com o Eric e o Matheus 

15/01/2025 - Aniversário de mainha | Protocolo do pedido de benefício | Eric no INSS comigo


16/01/2025 - Fiz as unhas | Muay thai do Eric | fizemos o fricassê enquanto assistiamos o BBB 

17/01/2025 - Almoço no INSS | Fisioterapia + Muay Thai na areia | Tarde com o Eric no centro de Itapuranga

18/01/2025 - Faxina nas estantes | Sem água na cidade | Fricassê no almoço | Pão quentinho na janta | Brincar de prova do anjo BBB com o Eric e o Héverton | jogamos alguns dos jogos do Leiturinha
















quinta-feira, 16 de janeiro de 2025

Livros lidos 2025 - 01 | Belladonna: O gosto da morte

 

Autor:  Adalyn Grace

Editora: Plataforma21

Tradução: Lavínia Fávero

432 Páginas

Publicação 16 de Janeiro de 2023

Livro 01 de 03

Continuações: Purpúrea | Wisteria (ainda não publicado no Brasil)



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Em Belladonna conhecemos Signa, uma orfã de uma família rica que passa por diversos tutores enquanto aguarda a idade para tomar posse de sua herança. A história já começa com uma festa na mansão da família da Signa, onde todos morrem envenenados - exceto nossa protagonista. 

Ela enxerga o Ceifador, a morte em forma humana, e os fantasmas das pessoas que faleceram e não se foram totalmente. Ao longo da infância e adolescência ela descobre que não morre como as outras pessoas, e passa a experimentar todos os perigos, testando seus limites. Ingere venenos, pula de alturas fatais e escapa ilesa. Sente alguns efeitos colaterais momentaneamente, mas recupera sua condição física em alguns minutos/horas. 

Signa chega ao fim da adolescência e início da vida adulta mudando-se para a residência dos últimos tutores: Os Hawthorne, uma excêntrica família que mora na Quinta dos Espinhos, uma mansão sombria e cheia de mistérios. Lá, ela conhece o patriarca, que vive em sofrimento pela morte da esposa; A filha, à beira da morte com uma doença que ninguém consegue identificar; e o filho, que tenta recuperar a reputação da família. Também temos contato com outros personagens importantes, com a governanta, e o tio - irmão do patriarca da família. Signa descobre que a matriarca faleceu da mesma doença que aflinge a filha, e percebe que não foi algo natural. Aos poucos, ela tenta descobrir quem causou esse mal à família e qual a motivação para isso.

Descobrir as coisas aos poucos foi bem interessante. A autora consegue surpreender em cada capítulo, e a escrita é muito envolvente. Foi uma delícia conhecer o cavalariço misterioso, e a interação entre ele e a Signa era sempre algo que fazia querer ler mais cenas com eles dois juntos. 

O Ceifador foi uma figura fascinante. Os personagens envolvendo a morte normalmente passam uma sensação de sabedoria e maturidade que atraem. E quando colocam isso em um personagem masculino tão cheio de charme fica ainda melhor. 

Eu amei a experiência da leitura, e terminei curiosíssima para ler as continuações.